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11/09/2013

Cirurgia Geral Oncológica

O Serviço de Cirurgia Geral Oncológica do Hospital Aristides Maltez é composto de 04 profissionais com título de especialista em Cancerologia Cirúrgica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia. Vem funcionando desde a fundação do HAM e realiza atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos de pequena, média e alta complexidades nesta área, abrangendo o tratamento de neoplasias malignas, dentre as quais destacam-se: 
 
1. Câncer do aparelho digestivo
Estas neoplasias representam, juntas, uma grande fração dos tumores humanos. São praticamente incuráveis quando se apresentam disseminados pelo organismo (metástases volumosas), daí a necessidade de um rastreamento precoce com o intuito de um diagnóstico da neoplasia na sua fase inicial, aumentando assim a possibilidade de cura e a melhoria da condição de sobrevida, quando a cura não é possível.
 
a) Câncer do esôfago
Há mais de 1000 anos o tumor de esôfago vêm sendo reconhecido como causador de morte.  Segundo o INCA,A estimativa para o ano de 2013 é de 10.350 novos casos.
 
Embora a causa do câncer do esôfago seja desconhecida, existem condições predisponentes bem definidas como: megaesôfago (aumento do diâmetro), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter de transição esôfago-gástrico), esôfago de Barrett (esofagite de refluxo), injúria cáustica, divertículos e agentes infecciosos (papiloma vírus). O consumo excessivo do álcool e o hábito de fumar, isoladamente, aumentam o risco de desenvolver o câncer de esôfago e, quando associados, multiplicam-no. A dieta pobre em vitaminas assim como a ingestão de compostos ricos em nitrato contribuem para esse estímulo.
 
O rastreamento precoce em pacientes assintomáticos é reservado àqueles que têm fatores predisponentes, associados à ingestão exacerbada do álcool ou do fumo.
 
Usualmente, o primeiro sintoma é a dificuldade para ingerir os alimentos que, quando presente, é um sinal de doença, na maioria das vezes, já avançada. A perda de peso é outro sinal frequente.
 
Embora a coleta de secreção no interior do esôfago por meio de uma sonda seja considerada o meio mais barato, mais cômodo e de bons resultados, no nosso meio a endoscopia digestiva alta (biópsia + lavado) e o exame radiológico com ingestão do bário (contraste) são os métodos utilizados para o diagnóstico.
 
b) Câncer do estômago
O estômago é o órgão que vem logo após o esôfago no trajeto do alimento dentro do aparelho digestivo. Ele tem a função de armazenar, por pequeno período, os alimentos deglutidos, para que possam ser misturados ao suco gástrico, o qual participa do processo de degradação química alimentar.
 
No Brasil,o câncer do estômago é a segunda causa de morte entre os homens e a terceira entre as mulheres.  Segundo o INCA, a estimativa para 2013 é de 20.090 novos casos em todo o Brasil, para homens e mulheres.

Apesar da diminuição da incidência do câncer gástrico nos últimos 60 anos, tem-se notado um aumento da sua incidência na parte proximal do estômago (transição esofagogástrica), chegando a ser endêmica em algumas regiões como no Japão, parte da Europa e América do Sul, principalmente Chile e Costa Rica. 

O prognóstico para o câncer do estômago é pobre, refletindo o diagnóstico tardio, na maioria das vezes. Mesmo nos casos em que se realiza um tratamento cirúrgico com finalidade curativa, o número de recidivas é muito alto.

O câncer do estômago é mais comum nos homens, com início de incidência na faixa etária dos 40 anos, aumentando gradativamente, com o pico de incidência na sétima década de vida, sendo um pouco mais precoce nas mulheres.

A dieta e os fatores ambientais estão fortemente relacionados com o câncer gástrico, sendo que existe uma forma relacionada com etiologia genética. A forma epidêmica evolui de lesões pré-cancerosas, como a gastrite atrófica e a metaplasia intestinal. A infecção associada pelo Helicobacter pylori e a dieta rica em nitritos estimulam as lesões pré-cancerosas a progredir para o câncer.

Estudos têm demonstrado a diminuição do risco para o câncer com a ingestão de vegetais crus (não cozidos), frutas cítricas e alimentos ricos em fibras. Já o aumento do risco pode ser notado na ingesta pobre de vitaminas A e C, carnes e peixes salgados, alto consumo de nitrato e baixo consumo de proteínas e gordura. Outros fatores são os ambientais como: má conservação dos alimentos (defumados / ausência de refrigeração), água de poço (alta concentração de nitrato), além do hábito de fumar e ingestão de bebidas alcóolicas. Existe ainda a comprovação de maior incidência na classe social mais baixa e em pacientes que foram previamente operados do estômago.

É importante lembrar que o câncer do estômago leva aproximadamente 20 anos para evoluir de uma lesão pré-cancerosa para a forma grave. Sendo assim, a retirada de fatores promotores e a iniciação da dieta e de meios para a diminuição dos riscos devem ser tomadas precocemente, ainda na infância.

O diagnóstico geralmente é tardio devido à vaga sintomatologia relacionada com câncer gástrico inicial. A perda de peso é um sinal muito importante, o desconforto abdominal é um sintoma frequentemente pouco valorizado pelo médico e pelo paciente, principalmente quando é persistente ou frequente. Outros sintomas são: perda de apetite, fadiga e sensação de empanzinamento (plenitude gástrica) náuseas e vômitos.

Sinais relacionados com a doença avançada: massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado, presença de gânglio na região supra clavicular esquerda. A anemia está presente nos pacientes com sangramento, ocorrendo em um terço deles e caracterizando uma lesão avançada.

Os exames utilizados são a endoscopia digestiva alta e exame radiológico, com ingestão de contraste. Esses métodos diminuem consideravelmente o índice de mortalidade, uma vez que ampliam o número de detecções de lesões precoces, aumentando a possibilidade de cura. No Brasil, devido ao alto custo dos métodos de rastreamento, fica inviável a sua realização, restando-nos assim a conscientização dos fatores de risco e da necessidade de uma avaliação médica para os vagos sintomas relacionados com o câncer gástrico.
 
c) Câncer do intestino delgado
O intestino humano é dividido em duas grandes partes subsequentes, que recebem o alimento proveniente do estômago: intestino delgado e intestino grosso. Eles têm a função de absorver os nutrientes dos alimentos e de formar o bolo fecal.

O intestino delgado, apesar de representar aproximadamente 90% da área de contato de todo o intestino com o alimento, apresenta um baixo índice de lesões tumorais, provavelmente pela rápida passagem, que promove um menor contato do alimento e seu carcinógenos com a mucosa desse segmento.

Estimativas demonstram que o câncer do intestino delgado é aproximadamente 30 vezes menos incidente que o câncer coloretal (do intestino grosso e reto).
 
c) Câncer coloretal
Este tema é abordado no item “Proctologia”.
 
d) Câncer do pâncreas
Este câncer continua sendo um problema de saúde mundial. O índice de mortalidade é elevado, sendo considerado aproximadamente o mesmo índice de incidência. Cerca de 1% a 4% dos pacientes vivem mais de 5 anos. Esses altos índices de mortalidade ocorrem devido à dificuldade no diagnóstico, à agressividade da doença e à falta de terapêutica eficaz.

O risco de desenvolver o câncer do pâncreas é pequeno nas 3 ou 4 primeiras décadas de vida, aumentando significativamente após os 50 anos, sendo o pico de incidência entre 65 e 80 anos. Há uma pequena predominância no sexo masculino.

Nos fatores ambientais, salienta-se o uso do cigarro, sendo este o mais bem definido fator etiológico. O risco está diretamente relacionado com a quantidade e com o tempo de utilização do tabaco. O risco diminui em torno de 30%, em comparação aos não fumantes, após 10 anos sem fumar. 30% dos casos de câncer do pâncreas são atribuídos ao hábito de fumar.

Outro fator ambiental importante é a dieta, sendo bem comprovado que a alta ingesta de gordura e carnes aumenta o risco, ao passo que a ingesta de frutas, vegetais, alimentos ricos em fibras e vitamina C o reduz.
Os sintomas não muito específicos para o câncer do pâncreas retardam o diagnóstico e variam de acordo com a localização do tumor no órgão, sendo a icterícia o mais comum no tumor da cabeça do pâncreas.

Outro sintoma frequente, mas que aparece já no tumor avançado é a dor que, inicialmente, pode ser de pequena intensidade mas, habitualmente, é de forte intensidade, localizada da parte média à parte alta das costas. Outros sinais e sintomas que estão sempre associados são a perda do apetite e do peso. O aumento do nível sanguíneo da glicose está quase sempre presente, provavelmente por destruição e diminuição do funcionamento das células produtoras de insulina (hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose no sangue).

O diagnóstico é, na maioria das vezes, tardio, sendo feito através da história clínica associada a exames laboratoriais e de imagem, como a tomografia computadorizada do abdome, auxiliada em algumas vezes pelo procedimento endoscópico com injeção de contraste de forma retrógrada pelas vias biliares e pelo canal pancreático, quando se visualizam alterações indicativas do câncer pancreático.
 
e) Câncer das vias biliares
Pode ser dividido em três categorias: câncer da vesícula biliar, câncer do ducto biliar - que conduz a bile até o intestino - e tumores muito raros.

Os tumores dos ductos biliares apresentam prognóstico ruim e, mesmo os casos operados, apresentam taxas de sobrevida muito baixas.
 
f) Câncer do fígado
O câncer de fígado deve ser dividido em duas categorias: o primário do fígado e o secundário (originado em outro órgão e que acomete também o fígado).

Habitualmente, o termo "primário do fígado" é usado como significado de hepatocarcinoma (tumor maligno mais comum no fígado), mas devemos lembrar que existem o colangiocarcinoma (pode acometer ducto biliar dentro do fígado), angiossarcoma (tumor do vaso sanguíneo) e, na criança, o hepatoblastoma.
O tempo de vida após o diagnóstico de um paciente com o hepatocarcinoma clinicamente detectável é extremamente curto. Deste modo, o índice de incidência passa a ser equivalente ao de mortalidade.
Tanto a incidência como a idade de acometimento são variáveis. Em média, nas áreas de maior acometimento, a neoplasia aparece entre os 35 e 45 anos, sendo que vem ocorrendo cada vez mais em idades mais avançadas nas áreas de menor incidência (como nos EUA, onde costuma ocorrer entre os 55 e os 75 anos).

Existem fatores de risco bem definidos, como: a hepatite crônica por vírus tipo B (fator de maior importância - 75% a 90% dos casos); aflatoxina (toxina produzida por fungo que cresce em cereais e outros alimentos em áreas quentes e úmidas); álcool (promovendo a cirrose hepática); hepatite por vírus tipo C, e doenças relacionadas com o depósito de ferro no fígado.

O hepatocarcinoma possui a possibilidade de prevenção, sendo essa classificada em primária e secundária. A prevenção primária é baseada principalmente na interrupção da transmissão do vírus da hepatite B, através da utilização de vacinas. A prevenção secundária depende da detecção precoce, constando da remoção cirúrgica quando o tumor ainda não produziu repercussão clínica mas já foi detectado pela dosagem, no sangue, de um marcador tumoral chamado alfa feto-proteína, que é uma substância produzida em 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer, mas não no fígado normal.

Chama atenção no diagnóstico do câncer do fígado o pouco tempo de evolução, ou seja, o paciente apresenta uma doença geralmente muito avançada ao diagnóstico, com um tempo de evolução da sintomatologia muito curto. O tempo que o tumor leva para duplicar o volume de massa é muito curto em comparação com outros tumores, sendo em média de 4 meses no hepatocarcinoma.

O sintoma mais comum é a dor no quadrante superior direito do abdome, sendo que cerca de um terço dos pacientes apresenta perda de peso, perda de apetite e plenitude gástrica (empanzinamento). Sintomas menos comuns são icterícia, hemorragia digestiva alta e hemorragia intraperitoneal (dentro da barriga).
Ao exame físico nota-se, em 90% dos casos, o aumento do tamanho do fígado e, em 50% deles, ascite (barriga d'água); algumas vezes verifica-se, também, o aumento do baço.

Os exames utilizados para o diagnóstico do câncer do fígado são os testes laboratoriais (marcador tumoral, prova de função hepática, hemograma e outros para detecção de possíveis síndromes para neoplásicas) e os de imagem, como a ultrassonografia e a tomografia computadorizada (associada ao uso de contraste endovenoso, em algumas ocasiões).

Já nos tumores secundários do fígado (originários de outro órgão e que estão acometendo o fígado), outros exames podem ser necessários para detectar a origem do tumor.
 
2. Câncer de Pele
Se uma ferida apareceu sem causa aparente e não cicatriza ou ainda se uma pinta sofreu uma alteração brusca no tamanho, na cor ou no aspecto, não perca tempo, procure o seu médico porque pode ser um câncer de pele.

Geralmente não prestamos atenção à nossa pele e só o fazemos quando ela está lesada. A pele, o maior órgão do nosso corpo, nos protege das bactérias, fungos, vírus e produtos químicos e até de agentes físicos, como por exemplo, os raios ultravioleta do sol. A pele é um órgão altamente especializado, que consegue manter a temperatura do nosso corpo estável (o que é imprescindível para o bom funcionamento dos órgãos) e é através dos seus corpúsculos nervosos que nós temos a sensação táctil, sem a qual nos machucaríamos facilmente a toda hora, sem percebermos.

Sem a pele não conseguiríamos sobreviver. 

Poucas pessoas lembram que a pele pode adoecer, que também precisa ser cuidada. Muitos problemas da pele, incluindo o câncer, poderiam ser evitados com cuidados adequados, principalmente na infância e no início da vida adulta.

A causa do câncer da pele, em mais de 90% dos casos, é a exposição em excesso e cumulativa aos raios solares. Do ponto de vista médico, uma pele bronzeada indica apenas que o nosso organismo está tentando se proteger dos raios prejudiciais do sol. Portanto, a melhor conduta é a prevenção, isto é, não nos expormos demais aos raios solares, principalmente depois de dez horas da manhã e antes da quatro horas da tarde. Quando a exposição é inevitável, como por exemplo, em um jogo de futebol, ou na praia ou mesmo para as pessoas que trabalham ao ar livre, devemos saber usar corretamente roupas adequadas, chapéus e bonés (dependendo da ocasião) ou até mesmo um bom filtro solar. Geralmente um filtro com FPS (fator de proteção solar) de número 15 é o suficiente para uma proteção satisfatória. Devemos lembrar que o filtro solar deve ser aplicado 15 minutos antes de nos expormos ao sol e deve ser reaplicado a cada 2 horas ou até em intervalos menores, se estivermos fazendo exercícios ou nadando. Esses cuidados devem ser intensificados se a pessoa apresentar pele clara, muitos nevos e se tiver história familial de neoplasia cutânea. 

Outro efeito da exposição solar cumulativa, isto é, o sol tomado em excesso durante toda a vida, é o envelhecimento precoce, com a pele ficando seca, com rugas e manchada.

Segundo o INCA, a estimativa de câncer de pele não-melanoma para o ano de 2013 é de 154.260 e de melanoma maligno, de 6230 novos casos.

Existem 3 tipos principais de câncer de pele: o carcinoma basocelular (CBC), o carcinoma espinocelular (CEC) e o melanoma cutâneo. O CBC é o mais frequente e o menos agressivo. Surge como um pequeno nódulo de cor rósea, que cresce lentamente por meses ou até anos e então se ulcera, isto é, vira uma ferida. Segundo mais frequente, o CEC cresce mais rapidamente, é mais agressivo que o basocelular e se ulcera precocemente. Aparece geralmente como uma crosta ou uma pequena ferida. Tanto o CBC como o CEC são mais encontrados em áreas expostas ao sol, como a face e os braços.

O melanoma cutâneo é o tipo de câncer de pele mais grave e o menos frequente. A sua causa mais importante é a exposição intermitente e excessiva ao sol, principalmente quando se tem uma pele clara e sensível. Chamamos a exposição de intermitente quando a pessoa não está acostumada aos raios solares, e de vez em quando vai passar um fim de semana no litoral, querendo ficar morena rapidamente. Vai conseguir apenas lesar a pele. Algumas vezes até com bolhas. Outros fatores importantes são o grande número de pintas, que chamamos de nevos pigmentados, e a presença de nevos atípicos, que são pintas com características diferentes. A malignidade maior do melanoma decorre do fato de que essa lesão pode dar "raízes" (metástases) para outros locais e até para órgãos vitais. No entanto, se for diagnosticado e tratado precocemente, o melanoma pode ser curado, como nos outros tipos de câncer de pele, em quase 100% dos casos.

Na realidade, para fazermos uma prevenção, somente a exposição ao sol é que podemos controlar, pois não temos como escolher o nosso tipo de pele e muito menos o número das nossas pintas.
Existem algumas pintas que devem ser retiradas profilaticamente.

É importante sabermos a regra do "ABCD", que indica quais as pintas que devemos mostrar aos médicos: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada e Diâmetro maior que 6 mm. Exemplificando:

A - Assimetria: dividindo a pinta ao meio, uma metade não se superpõe à outra.
B - Bordas irregulares: bordas recortadas ou com fraca definição. 
C - Cor variada. A pinta tem duas ou mais cores.
D - Diâmetro maior que 6 mm (diâmetro do fundo de um lápis).

Além dos sinais da regra do ABCD, devemos também ficar atentos às lesões que mudam de tamanho, de cor ou que apresentam prurido, isto é: que coçam.

Todas as pessoas com muitos nevos, ou com pele clara e que tomaram muito sol na infância, devem preventivamente consultar o seu médico com regularidade e também fazer o auto-exame da pele. No auto-exame, as pessoas devem observar toda a sua pele em um ambiente com muita luz e com dois espelhos. Notar se uma pinta se alterou ou se nasceu uma nova pinta. Notar também se uma ferida não cicatriza sem apresentar uma causa aparente.  

A prevenção é o melhor investimento que fazemos para a saúde e para a beleza da nossa pele.
 
3. Câncer das Partes Moles
As “partes moles” correspondem a um grupo de tecidos localizados entre a epiderme e as vísceras, excetuando-se os ossos. Esses tecidos constituem cerca de 50% do peso corporal do adulto e são representados por vasos sanguíneos, linfáticos, músculos lisos, estriados, tecido gorduroso, aponeuroses, tendões e outros. As neoplasias malignas que reproduzem os componentes das partes moles são denominadas, no seu conjunto, de sarcomas de partes moles (s.p.m.).

As neoplasias malignas e benignas do sistema nervoso periférico também são incluídas e estudadas dentro do grupo dos tumores de partes moles. Incidem em todas as idades, assestam-se em todos os locais do corpo o¬nde existam tais tecidos. Disso decorre a dispersão dos mesmos, nas diversas especialidades médicas.

Assim sendo, qualquer lesão nodular em membro, indolor, sem sinais inflamatórios e de crescimento mais ou menos rápido, deve nos deixar atentos para a possibilidade de sarcoma de partes moles.
Os principais tumores malignos de partes moles são: fibrossarcoma, lipossarcoma, rabdomiossarcoma, sinoviossarcoma, leiomiossarcoma, neurofibrossarcoma, histiocitoma maligno e sarcoma de Kaposi.

No diagnóstico dos sarcomas, é imprescindível considerar a história natural da doença, a sintomatologia, o exame físico, os exames suplementares e, finalmente, a biópsia, e o exame anatomopatológico, associado ao estudo imunohistoquimico.

Na história natural, é importante lembrar alguns fatores de risco, como por exemplo, a presença de linfedema crônico, área irradiada e neurofibromatose.

A sintomatologia é variável, porque são vários tipos de tumores, que podem ocorrer, praticamente em todos os sítios anatômicos.

A principal manifestação clínica é a queixa de tumor, com ou sem dor. Os sintomas decorrem de crescimento, compressão de órgãos ou estruturas adjacentes, necrose tumoral, hemorragia, obstrução ou perfuração. As lesões superficiais dos membros e tronco são percebidas precocemente pelos pacientes, porém as lesões intratorácicas e retroperitoniais só apresentam sintomas tardiamente, dificultando o diagnóstico. O tempo de queixa clínica dos pacientes com sarcomas é muito variável.
 
A velocidade de crescimento dos sarcomas é variável e está relacionada, basicamente, com o tipo histológico. É esse conjunto de dados microscópicos que permite classificar os sarcomas em neoplasias de baixo grau de agressividade e de alto grau de agressividade. Cerca de 80% dos sarcomas localizam-se nos membros, tronco e cabeça e pescoço, fato que, na maioria das vezes, os tornam visíveis e/ou palpáveis.
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